Sonhos marados #37 - eu, refugiada

segunda-feira, julho 10, 2017

Tinha viajado para um sítio qualquer com um grupo de amigos, e o país onde estávamos foi assolado por um temporal imenso que colocou toda a população em perigo.

O nível das águas subiu consideravelmente e tínhamos de arranjar forma de sair de lá, mas os transportes estavam o caos. Então, surgiu a alguém a ideia fantástica de simplesmente boiarmos até Portugal. "Com as correntes fortes estamos lá amanhã", disse a pessoa. E aceitámos logo, claro, porque nos sonhos as ideias impossíveis são as melhores. Metemos o colete salva vidas e lá fomos para o mar, a boiar de barriga para cima, embalados pela corrente, até vermos terra novamente.

E vimos. Só que não era Portugal. Mas era um pedaço de terra com umas quantas casas e parecia solarengo e hospitaleiro. Sem conhecer a língua, numa zona remota e incomunicável, e sem saber o que fazer, construímos casas com pedaços de madeira e por lá ficámos. Até já estávamos confortáveis e a pensar que íamos ficar por ali o resto da vida, até que as noites começaram a ficar assustadoras com muitos barulhos estranhos, e os meus amigos começaram a desaparecer, um por um...

Um belo filme de terror de série B, certo?


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